PROJECTO FINAL
DE ARQUITECTURA PAISAGISTA

Resultado do processo participativo levado a cabo nos bairros.
Projecto assinado pelo gabinete NPK Arquitectos Paisagistas Associados. 

O Jardim do Caracol da Penha é um novo jardim público no coração de Lisboa, nas freguesias de Arroios e Penha de França. Será inaugurado em 2021.

 

"Um jardim é o que nos faz falta!" Uma conquista de muita gente

 

Este novo espaço público é o resultado do empenho de milhares de cidadãos de Lisboa, que se organizaram em petição à Assembleia Municipal de Lisboa e ganharam a edição de 2016 do Orçamento Participativo (OP) da Câmara Municipal de Lisboa (CML), com 9.477 votos (ainda hoje a maior votação de sempre do OP na capital). 

Era a última oportunidade para construir um jardim público nesta zona muito consolidada e com grande escassez de espaços verdes e espaço público do centro da cidade. Foi, também, um grito (ouvido) sobre a cidade que as pessoas desejam!

 

Em 2017, considerando a experiência positiva anterior, os cidadãos empenharam-se num Processo Participativo nos bairros adjacentes ao jardim para decidirem como seria este novo espaço verde. O processo foi conduzido, entre Março de 2017 e Março de 2018, pelo Movimento pelo Jardim do Caracol da Penha em parceria com a CML.

 

O projecto de arquitectura paisagista foi, então, em colaboração estreita com o Movimento, elaborado pela NPK Aquitectos Paisagistas Associados (o gabinete de arquitectura escolhido e contratado pela CML). 

Foi um processo de construção e aprendizagem extraordinário e queremos felicitar todos os intervenientes. 

 

À população, à NPK e à CML um muito obrigado pela participação, pelo empenho e pela confiança depositada!

 

E que jardim é este?

 

Este jardim imaginado colectivamente teve como premissa, no Processo Participativo, dever ser pensado para usufruto de todas as pessoas. Um jardim com solidariedade intergeracional, para todas as idades e capacidades de mobilidade.

E sem esquecer que se insere numa zona habitada e que é importante respeitar o descanso de quem vive na envolvente.

Apresenta espaços dedicados variados e condições de suavização das subidas/descidas da colina, oferecendo segurança pedonal. 

Possui zonas verdes protegidas (não pisoteáveis) e zonas de material poroso que podem ser pisadas em segurança por milhares de pessoas sem destruir o jardim. Uma carga de utilização muito elevada implica uma boa definição de usos e materiais.

É também um jardim estruturalmente seguro e com protecção específica dedicada em caso de deslizamentos de terras da colina.

 

O Processo Participativo permitiu recolher centenas de ideias e opiniões. Não foi possível incluí-las a todas, por falta de espaço ou porque seriam difíceis ou impossíveis de implementar — como a distribuição gratuita de gelados que algumas crianças sugeriram (maravilhoso!) ou a colocação de rios, lagos, barcos e patos de todas as cores. 

Mas muitas sugestões estão lá: um escorrega para crianças e adultos, uma pista de dança/performance, um relvado sem cães, um anfiteatro, uma horta comunitária, praças para eventos culturais e pequenas feiras, um quiosque e esplanada... Além das árvores, da água, das flores, dos bancos e mesas para workshops ou piqueniques… entre muitas outras ideias.

 

Os muros e os pisos possuem a cor da terra do jardim. 

Um jardim com três socalcos virados a poente que permitirão usufruir do pôr-do-sol de Lisboa.

 

O futuro chega aos poucos

 

Foi feito um enorme esforço para preservar todas as árvores viáveis. No entanto, tendo a obra uma componente estrutural de segurança tão relevante, nem sempre foi possível. Mas o balanço final será positivo em termos de cobertura vegetal: teremos mais árvores e plantações.

 

Como aprendemos que os espaços públicos são pensados para décadas de futura utilização, percebemos que teremos de ser pacientes com a vegetação e as novas árvores. Em breve, os muros estarão cobertos de vinha virgem e veremos mais verde a reocupar o espaço. 

Os pássaros, com a Primavera, já fazem o seu normal chinfrim...

E em breve inauguraremos juntos o nosso jardim!

 

Movimento pelo Jardim do Caracol da Penha

ENTRADAS DO JARDIM

 

A - Acessos Norte, pela Rua Marques da Silva

    A01 - Apenas pedonal (Av. Almirante Reis)

    A02 - Frente à Rua Francisco Sanches

 

B - Acesso Sul, pela Rua Cidade de Cardiff (Rua Cidade de Liverpool, Rua Poeta Milton)

H - Bosques de protecção das encostas (áreas não pisoteáveis)

PLATAFORMA INFERIOR

 

C - Jardim de proximidade (ATENÇÃO: Conforme o previsto, este elemento será construído numa 2.ª fase de obra)

D - Parque Infantil  (ATENÇÃO: Conforme o previsto, este elemento será construído numa 2.ª fase de obra)

F - Pequeno campo polidesportivo, tabela de basquetebol

 

G1 - Praça inferior polivalente (estadia, eventos culturais, feiras...)

G2 - Núcleo hortícola comunitário (Horta Comunitária do Caracol)

G3 - Bosque fresco para passeios

PLATAFORMA CENTRAL

 

J1 - Praça superior polivalente (estadia, eventos culturais e feiras)

J2 - Caramanchão
J3 - Elemento de água - Chadar
J4 - Parque Infantil

J5 - Quiosque / Esplanada
J6 - Jardim formal com mesas para workshops e merendas

PLATAFORMA SUPERIOR

(Com acesso proibido a cães e outros animais de estimação; decisão resultante do processo participativo)

 

K - Relvados polivalentes

L - Anfiteatro / miradouro

M - Corredor de segurança para armazenamento de terras em caso de deslizamentos da colina